Como a Copa esvaziou sua loja — e o que dá pra fazer até o 15/09

O torcedor voltou pra rotina. Um plano de 9 dias para a sua loja chamar ele de volta.

Por François

Lojista e funcionário de uma loja de moda olhando a lista de clientes em um tablet no balcão, com cartaz do Dia do Cliente 15/09 ao fundo
Lojista e funcionário de uma loja de moda olhando a lista de clientes em um tablet no balcão, com cartaz do Dia do Cliente 15/09 ao fundo

Se o fluxo da sua loja andou estranho em junho e julho — dias cheios do nada, outros esvaziados sem motivo aparente — não foi impressão sua, e não foi só a sua loja. Foi um padrão nacional, bem documentado, e com um nome simples: Copa do Mundo.

A boa notícia é que esse padrão já acabou, e tem uma data certa no calendário pra reverter o efeito: o Dia do Cliente, 15 de setembro. Faltam nove dias. É pouco pra montar campanha grande, e é suficiente pra fazer a única coisa que importa aqui: identificar quem sumiu e dar um motivo específico pra essa pessoa voltar.

O que os números mostram sobre a Copa no varejo

Antes de montar qualquer plano, vale entender o tamanho real do efeito — porque ele não foi igual pra todo mundo.

Indicador Número Fonte
Queda no fluxo de loja física em dias de jogo do Brasil -10% a -15% Central do Varejo / análise setorial
Queda no faturamento do varejo físico (semana da estreia) -2% ICVA/Cielo
Alta no fluxo na véspera de jogo (sexta antes de sábado) +18,8% Levantamento setorial (dados de painel de varejo alimentar)
Alta no ticket médio na véspera de jogo +24,4% (de R$ 44,55 para R$ 55,44) Levantamento setorial
Setor mais afetado negativamente Moda, seguido de farmácia e loja física em geral Análise Santander, citada por especialistas do setor
Consumidores que fizeram compra digital no período 67% Central do Varejo

A leitura honesta: a Copa não afastou o cliente do consumo — ela deslocou o consumo. Quem vende bebida, petisco e item de última hora para assistir jogo em casa ganhou volume e ticket médio mais alto nas vésperas de jogo. Quem vende moda, beleza e artigos que dependem de decisão mais calma — ida à loja pra experimentar, provar, decidir com tempo — sentiu queda de fluxo justamente nos dias de jogo, quando ninguém estava pensando em ir às compras.

Se a sua loja é desse segundo grupo, o cliente não deixou de gostar da sua loja. Ele só teve, por algumas semanas, uma prioridade concorrente que a sua loja não tinha como vencer.

O plano de nove dias até o Dia do Cliente

Nove dias mudam o plano: não dá pra fazer tudo, então dá pra fazer o que tem mais efeito. Conta os dias úteis com honestidade — 7 de setembro é feriado, e o fim de semana do dia 12 e 13 é justamente quando a loja está cheia. Sobram cerca de cinco dias de trabalho de escritório antes do 15.

Por isso o plano abaixo tem três blocos, não quatro etapas.

Dias 1 e 2 (07 e 08/09) — descubra quem realmente sumiu

Não é sobre quem comprou pouco. É sobre quem mudou de comportamento. Exporte o relatório do PDV e separe um grupo só: quem comprava com regularidade até maio e não voltou desde junho.

Em nove dias, não tente segmentar mais do que isso. Uma lista de 80 nomes certos vale mais que uma planilha de 2.000 que você não vai conseguir tratar até terça.

Se esse cruzamento é difícil de fazer hoje, esse já é o primeiro sinal de que vale organizar o cadastro antes da próxima data comercial — toda campanha de recuperação depende de saber exatamente quem chamar. Se ainda falta CPF ou telefone em boa parte da base, este guia sobre como pedir o CPF no caixa ajuda a resolver isso na ponta.

Dias 3 e 4 (09 e 10/09) — separe em dois grupos e escreva duas mensagens

Clientes que sumiram durante a Copa costumam se dividir em dois grupos, e cada um pede uma oferta diferente:

Grupo Perfil Oferta que funciona
Ainda não teve motivo pra voltar Simplesmente não apareceu nenhuma vitrine ou mensagem que chamasse atenção Cashback ou cupom de “sentimos sua falta”, com validade até 15/09
Migrou pro digital e ficou Descobriu que era mais prático comprar por WhatsApp ou site Um motivo específico pra pisar na loja — experimentar, ver de perto, retirar na hora

Duas mensagens, não uma. Mandar o mesmo texto genérico pros dois grupos é o erro mais comum nessa hora — e é basicamente disparar promoção pra base inteira sem diferenciar quem é quem.

Aproveite esses dois dias pra deixar a operação pronta também: quem atende sabe que a oferta existe, o caixa sabe validar o cashback, e a vitrine do dia 15 já está definida.

Dias 5 e 6 (11 e 12/09) — dispare a primeira onda

  • Um benefício maior que o normal, só pra quem não compra desde junho — não pra base inteira.
  • Mensagem pessoal em vez de genérica: “faz tempo que a gente não te vê” converte mais que “promoção imperdível”.
  • Validade curta e explícita: até 15/09. Com nove dias de janela, a urgência é real e você não precisa inventar contagem regressiva.
  • Sexta à tarde é o melhor horário do bloco: pega quem planeja o fim de semana e ainda deixa sábado e domingo de fluxo pra oferta rodar.
  • Canal certo pra cada grupo: quem migrou pro digital, chame pelo digital — WhatsApp costuma ter a melhor taxa de resposta hoje pro varejo físico. Se a sua loja já está com o RCS aprovado, é nele que esse disparo deve sair (o porquê está na seção seguinte).

Dias 7 a 9 (13 a 15/09) — lembrete curto e o dia em si

Segunda-feira (14), mande um lembrete de uma linha só pra quem abriu e não comprou. É o disparo de maior retorno da campanha inteira e o que mais gente esquece de fazer.

No dia 15, o trabalho é de loja: quem atende precisa reconhecer o cliente que voltou. Uma frase simples no balcão — “que bom te ver de novo” — faz mais pela recompra do que qualquer desconto adicional.

Um cuidado antes de disparar tudo pelo WhatsApp

Uma campanha de reativação como essa manda mensagem pra gente que não compra há semanas — exatamente o tipo de disparo em massa que mais pesa contra o número da loja. Com o WhatsApp pessoal, esse é justamente o cenário em que o risco de banimento aumenta, e perder a conta no meio da campanha do Dia do Cliente seria o pior momento possível pra isso acontecer.

É pra esse tipo de situação que existe o RCS, o canal que o Kiskadi lançou justamente com esse objetivo: hoje é o único canal de disparo em massa do Kiskadi com risco zero de banimento, porque não depende da conta de WhatsApp da loja — roda direto pela operadora (Claro, TIM ou Vivo) e pelo Google Messages do cliente, com o nome e o logo da sua loja verificados. Sai por R$ 0,13 por envio (contra ~R$ 0,35 da API oficial do WhatsApp), com imagem, botão de “Ver oferta” e confirmação de leitura e clique.

Antes de assumir que não dá tempo, confira o seu painel: boa parte das lojas Kiskadi já está com o RCS aprovado. Se a sua é uma delas, o canal está disponível pra essa campanha agora — é justamente o disparo de reativação, pra quem não compra há meses, que mais compensa tirar do WhatsApp pessoal.

Se ainda não ativou, a aprovação leva cerca de 15 dias: não fecha pro 15/09, e a campanha desta semana vai pelo canal que você já tem. Mas a próxima data grande é a Black Friday, no fim de novembro — quem entra na fila agora chega lá com o canal ativo e sem depender do número da loja. Veja como funciona o RCS no Kiskadi.

O que medir depois

O valor do Dia do Cliente pós-Copa não é só o faturamento do dia 15. É a resposta a uma pergunta específica: quantos dos clientes que sumiram entre junho e julho voltaram a comprar? Compare a taxa de retorno desse grupo com a taxa de retorno da base ativa — essa diferença mostra se a campanha realmente recuperou alguém ou só vendeu pra quem já ia comprar de qualquer jeito.

Guarde esse número. Ele é a linha de base pra decidir quanto investir na recuperação antes da Black Friday.

Quanto desse trabalho o Kiskadi faz por você

Nada do que está acima exige software. Dá pra exportar o relatório do PDV, ordenar pela data da última compra e disparar por lista de transmissão do WhatsApp Business. Para uma loja com um canal só, isso funciona.

O que consome tempo é o primeiro bloco — cruzar quem comprava antes de maio com quem sumiu depois, muitas vezes com dado espalhado entre PDV, site e conversa de WhatsApp. Com nove dias, é justamente esse o bloco que costuma estourar o prazo.

Bloco do plano Na planilha Com o Kiskadi
Dias 1-2 — achar quem sumiu Exportar histórico e cruzar datas na mão Segmentação por recência já pronta no painel, sem exportar nada
Dias 3-4 — separar por motivo Adivinhar quem foi pro digital olhando conversa por conversa Histórico omnichannel mostra por qual canal cada cliente comprava antes de sumir
Dias 5-6 — disparar a oferta Lista de transmissão só chega em quem salvou seu número, com risco de banimento em disparo grande Envio por WhatsApp ou RCS (sem risco de banimento, para quem já está aprovado) para o grupo certo, com cashback configurado com prazo automático
Dias 7-9 — lembrete e dia D Reabrir a lista e conferir na mão quem respondeu Lembrete só pra quem não converteu, sem refazer a lista
Depois do 15/09 — medir Juntar o que sobrou e estimar Relatório mostra exatamente quem do grupo “sumiu na Copa” voltou a comprar

Fale com a gente e chegue no Dia do Cliente sabendo exatamente quem chamar de volta.

Perguntas frequentes

Nove dias é pouco pra fazer uma campanha de recuperação? É pouco pra fazer uma campanha grande, e suficiente pra fazer uma campanha certeira. O que decide o resultado aqui não é o tamanho da produção — é acertar a lista de quem sumiu e mandar uma mensagem que reconheça a ausência.

A queda de vendas durante a Copa foi só na minha loja? Não — foi um padrão observado no varejo físico em geral, mais forte em moda, beleza e farmácia, e mais fraco (ou até positivo) em supermercado e conveniência.

Vale a pena fazer campanha de recuperação específica, ou só a campanha normal do Dia do Cliente já resolve? Uma campanha geral tende a falar mais forte com quem já está comprando. Separar especificamente quem sumiu desde junho aumenta a chance de recuperar quem, sem esse estímulo, simplesmente não voltaria.

Cashback ou desconto pra esse caso? Como o objetivo é reabrir o relacionamento, não só vender uma vez, cashback tende a funcionar melhor — ele cria motivo pra próxima visita, e não só pra essa.


Fontes: Central do Varejo — levantamento sobre Copa do Mundo 2026 no varejo; ICVA/Cielo — desempenho do varejo na estreia da Seleção; análise histórica do Banco Santander sobre setores afetados por grandes eventos esportivos, citada em cobertura especializada do setor de varejo; dados de custo e risco de banimento por canal, do post Chegou o RCS no Kiskadi.

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