EduPharma

EduPharma: R$ 27 mil trazendo clientes de volta

A farmácia de manipulação usou os próprios dados para reativar quem tinha sumido.

2.953

mensagens RCS entregues em julho de 2026

R$ 385,32

custo total do canal no mês

R$ 27.209,30

gastos por quem recebeu, nos 7 dias seguintes

R$ 70,61

em compras para cada R$ 1 investido

A farmácia

A EduPharma manipula fórmulas em Porto Alegre desde 2008, em duas unidades. É a farmácia do Dr. Eduardo Abreu, farmacêutico, professor e palestrante com mais de 30.000 alunos, com quatro farmacêuticos no atendimento e 4,9 no Google. A promessa da casa: o cliente manda a foto da receita no WhatsApp e recebe o orçamento com atendimento humano em até 30 minutos, ou a primeira entrega é por conta da farmácia.

O posicionamento é uma combinação pouco comum no setor, e a própria farmácia resume assim:

"A EduPharma busca combinar atendimento próximo, educação em saúde, qualidade técnica e inovação na comunicação com o cliente."

Atendimento próximo e educação em saúde a casa já tinha de sobra. A inovação na comunicação é a história deste case.

O cashback: um cadastro que o cliente quer preencher

O primeiro movimento com o Kiskadi foi montar o programa de cashback, que faz duas coisas ao mesmo tempo. A óbvia: dá ao cliente um motivo para voltar. A que muda o jogo: para participar, ele se identifica. A farmácia passa a ter, num só lugar, quem é cada cliente, como falar com ele e quando comprou pela última vez.

Não é formulário que a equipe precisa insistir para preencher. É o próprio benefício que faz o cliente querer se cadastrar.

A ideia: quanto mais tempo sumido, maior o desconto

Em julho, a EduPharma foi atrás de um público específico: o cliente que já comprou e parou de aparecer. Em vez da mesma oferta para todos, dividiu os ausentes por tempo de sumiço, com desconto válido em todos os produtos.

  • Clientes de janeiro a março, ausentes desde abril (4 meses ou mais): 15% de desconto
  • Clientes de abril a junho, ausentes em julho (1 mês): 10% de desconto

Quem parou há um mês só está com o produto em casa: não precisa de muito, e desconto grande seria dinheiro jogado fora. Quem sumiu há quatro meses já criou outro hábito e precisa de um empurrão maior.

O canal: RCS, para não gastar o WhatsApp do atendimento

O WhatsApp da EduPharma é o balcão da farmácia: é por ele que chegam as receitas. Enchê-lo de promoção seria arriscar o canal que sustenta a operação, e a partir de outubro de 2026 a Meta passa a cobrar cada envio.

As campanhas saíram então por RCS: mensagens com logo, imagem e botões da marca, que chegam no app de mensagens nativo do celular, em Android e em iPhone. O disparo sai de uma operadora, não do WhatsApp Business. O cliente vê a EduPharma normalmente; o número do atendimento continua livre para atender.

É esse o encaixe que a farmácia enxergou no canal:

"O RCS ajuda a tornar essa comunicação mais moderna, visual e eficiente, sem perder a proximidade que faz parte da nossa marca."

Os resultados

2.953 mensagens para 872 clientes, ao custo de R$ 385,32, treze centavos cada. Nos 7 dias seguintes a cada envio, esses clientes gastaram R$ 27.209,30: R$ 70,61 para cada R$ 1 investido.

  • Ausentes desde julho, com 10% (reenvio): 308 entregues, 28,1% de visualização, R$ 4.955,80 em vendas
  • Ausentes desde abril, com 15%: 309 entregues, 23,7% de visualização, R$ 1.606,00 em vendas
  • Ausentes desde abril, com 15% (reenvio): 256 entregues, 27,8% de visualização, R$ 768,46 em vendas

Em média, 26,5% de quem recebeu abriu a mensagem: mais de um em cada quatro clientes, num público que estava sem comprar há meses.

O grupo mais recente rendeu mais, e mais barato. Os ausentes de um mês, com 10%, venderam três vezes mais que o grupo frio com 15%. A margem preservada ali é o que paga o resgate de quem sumiu há mais tempo.

O reenvio valeu quase R$ 5 mil. A segunda leva foi a que mais vendeu no mês. Cliente que não reage ao primeiro contato raramente é cliente perdido: é cliente que viu a mensagem na hora errada.

Faz sentido: fórmula manipulada tem ciclo. Quem comprou em janeiro e não voltou em abril quase nunca trocou de farmácia, só não foi lembrado quando o frasco acabou. A EduPharma já tinha a confiança do cliente; o que ganhou foi memória e alcance.

O que a EduPharma diz da parceria

"A implementação do RCS abriu um novo canal de comunicação com os clientes, com boa adesão desde os primeiros envios e, principalmente, geração de resultados concretos para a EduPharma. Ainda estamos evoluindo no uso da ferramenta, mas os primeiros números reforçam o potencial do canal e da parceria."

Julho foi o começo. Os grupos de ausentes se refazem sozinhos a cada mês, conforme os clientes compram, ou deixam de comprar.

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